spring.awakening
I
não aconteceu de pronto, meus senhores. como todo turning point, ou como tudo que permanece, trata-se de uma plantação que não tem tempo contado.
enquanto tirava dos pés o pó da cidade - a qual, por mera ilusão, ou absoluta lucidez, se sentia mais conectada -, sentiu uma pontada. é que, além da ‘pena’ de tirar a poeira que guardava as histórias e, principalmente, as estórias de seus dias nos campos de ipê, viu que algo se formava.
II
de repente, e não se sabe se a notícia é confiável, mas nasceu: cidades, o ‘torna-te quem tu és!’, a liberdade, o tomar posições, o que gosta, o que quer…florir.
não são as cidades em si, ou o caminho que as copas das árvores traçam. é mais profundo, trata-se aqui do nascimento de uma mulher. há que se contemplar essa força estranha, a que a leva a enfrentar certos mistérios em si mesma. força que a faz mexer.
o despertar.
III
embora, no centro, haja uma menina. talvez, seja uma casquinha de mulher, mas quem sabe…





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